O primeiro, que nos abandonou na última sexta-feira, dia 5: Carlos Heitor Cony, jornalista, escritor, honrado como Imortal, em 2000, na Academia Brasileira de Letras - ABL. Alguém que não dava a mínima para homenagens e achava a ideia de imortal como uma bobagem.
O outro: José Eugênio Soares, o Jô Soares.
Nesta noite, a ESPN Brasil exibiu uma edição especial do Bola da Vez, ao vivo, com a apresentação de João Carlos Albuquerque - vulgo canalha -, com as participações dos jornalistas Matinas Suzuki e Juca Kfouri.
Humorista, entrevistador nato, Jô Soares garantiu ao grande público da telinha momentos de boas risadas, lembranças, episódios desagradáveis, tudo isso acompanhado de uma lucidez sem igual.
O tio Kanela, que fazia de tudo, sem saber nada, mas com o uso extremo da técnica para ser campeão de tudo, foi praticamente um heroi do jovem Jô.
A grande decepção, por sua vez, foi o atual prefeito de São Paulo, João Dória Jr, nos tempos em que o político era presidente da Embratur e, mais tarde, quando apoiou Fernando Collor de Mello à Presidência da República.
Jô falou com saudade do filho Rafael, que tinha autismo e morreu vítima de um câncer.
E comentou com paixão os tempos de rádio em que a pedido do Seu Tuta, responsável pela Jovem Pan, foi ao Vaticano, com a missão de entrevistar o Papa.
A entrevista, com duração de duas horas, acabou meio aos livros, autógrafos 'anciosos' e um afeto muito grande.
Uma entrevista a ser degustada com uma bela pizza e uma excelente companhia numa noite de terça, que vara a madrugada, com um emblemático beijo do gordo!

Excelente entrevista!
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