quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Novos cartolas e o investimento na base


A base é o segredo de todo sucesso.

No futebol, quem ouviu falar do expressinho tricolor, certamente concordará com a afirmativa inicial deste texto.

E a razão é bem simples: clube que aposta em jovens valores e os conserva para galgar as diversas categorias, até chegar no profissional, faz com que o atleta crie identidade, seja parte fundamental de sua história e torna a agremiação conhecida mundo a fora.

Técnicos como Cilinho e Telê Santana são exemplos notórios de sucesso desta realidade do investir na base. Foi uma safra vitoriosa, sem dúvida, na qual a educação e a relação com a família foram prioridades.

Hoje, no entanto, a base a qual me refiro é outra.

Trata-se de jogadores que foram importantes, são lembrados e citados na história do futebol e agora ocupam papel de destaque, em meio aos cartolas.

O novo Diretor Executivo de Futebol do São Paulo, Raí, convidou o ex-zagueiro, campeão brasileiro em 1991 no Tricolor e do mundo com a Seleção Brasileira, em 1994, nos EUA, para ser o Coordenador de futebol. Um elo entre os jogadores e a diretoria.

Para tanto, Ricardo Rocha aposta em suas experiências como jogador, pelo mundo e na imprensa, onde atuou como comentarista na SporTV.

Por mais que ainda seja o início de tudo e que a Diretoria de Futebol tenha investido numa cara nova, para, futuramente, retomar a conquista de títulos, confesso que estou empolgado e bastante animado com este novo São Paulo.

E Ricardo Rocha, em sua primeira declaração, já deixou claro: "Antes de contratar, tem que pensar na base".

Genial!

Que Raí e o presidente do Tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco - então Diretor de Futebol no início dos anos 90, quando Ricardo Rocha foi contratado como reforço para a zaga são-paulina - também pensem assim.

Outro nome que tem ganho destaque nos bastidores para assumir um posto de confiança junto aos cartolas, é o ídolo uruguaio Diego Lugano.

(Isso sem falar em Rogério Ceni, não citado a nenhum cargo político até aqui, mas que não esconde, desde o tempo que ocupava as quatro linhas, o desejo de ser Presidente do time do Morumbi).

Torço, e muito, por essa nova safra de cartolas. Que ela siga exemplos vitoriosos, como Franz Beckenbauer, no Bayern München, da Alemanha, e evitem casos como o de Michel Platini, na UEFA, para o bem do futebol e de suas histórias.

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