segunda-feira, 30 de abril de 2018

Nivelar por baixo, jamais!


Dizer que o Campeonato Brasileiro é um dos mais equilibrados do mundo, é algo que beira a redundância.

Reconhecer que o momento técnico dos nossos clubes não é dos mais espetaculares, comparado aos demais, como o inglês, o alemão, o Espanhol e o Italiano, também é.

Por mais que tenhamos bons elencos, como o do Palmeiras, do Corinthians, Flamengo, Grêmio e Cruzeiro, nenhum deles se equipara a um Real Madrid, da Espanha, Bayern Múnchen, da Alemanha, ou Manchester City e Liverpool, da Inglaterra.

A diferença maior é que o futebol brasileiro se especializou em conquistar resultados, independente do modo que isso é feito.

Os europeus, ao contrário, realizam estudos, mudanças táticas, dão mais liberdade àquele que desfruta de uma boa técnica, mas, ao mesmo tempo, chama à responsabilidade no auxílio da marcação, sem o amarrar, engessar na posição de origem.

Não há ousadia no futebol brasileiro.

Os placares mais dilatados até o final desta 3a. rodada, foram: Atlético-PR 5 x 1 Chapecoense; Paraná 0 x 4 Corinthians; Ceará 0 x 3 Flamengo.

Exceção feita ao confronto entre paranaenses e catarinenses, que possuem uma "rivalidade", os outros dois, não passaram de obrigação, tendo em vista que Paraná e Ceará são recém-chegados da Série B.

Há condições para que haja uma melhora, principalmente no que tange à parte técnica?

Sim!

A adequação ao calendário europeu é uma dessas possibilidades.

Equipes como o Grêmio, Corinthians, Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro, que estão envolvidos em outras competições, casos da Libertadores e Copa do Brasil, têm realizado uma média de 3 a 4 jogos em 9 dias.

Definitivamente, não há condição para se repetir um time nessas condições.

Chega a ser desumano!

Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, tem sido muito inteligente no como trabalhar essa questão.

Ano passado, focado nas mesmas competições, tratou de investir pesado na Libertadores, atuou até onde pôde na Copa do Brasil e ficou no G4 do Brasileiro, mesmo com times mesclados ou reservas em muitos das 38 rodadas.

O resultado disso: o Tricampeonato na Libertadores.

Não adianta nos iludirmos: temos equipes de porte financeiro mediano, com muitas dívidas, que pagam salários milionários, muito aquém da nossa realidade e, por isso, com grupos enxutos.

A exceção é o Palmeiras, que conta com um forte investidor, mas, ainda assim, não há como igualar aos grandes do velho continente.

Não podemos nos contentar ao nivelar por baixo, como um futebol em formação.

Somos Pentacampeões do mundo.

Temos de ser professores, não alunos!

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