sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Mudanças no comando técnico

Amanda Palestrina
Bastou terminar o Campeonato Brasileiro para ter início uma movimentação no mercado da bola, que vislumbra uma nova atitude nos bastidores e nas quatro linhas.

Em alguns casos, essa postura mais ousada é retratada pela continuidade de um trabalho. As reeleições de Maurício Galiotte, no Palmeiras, e Marcelo Medeiros, no Internacional, são exemplos disso.

A novidade no bastidor político é a eleição de Rodolfo Landim como novo presidente do Flamengo, que veio a público com um discurso audacioso, imponente e, como primeira ação, anunciou a chegada de Abel Braga como novo treinador da equipe da Gávea.

Por falar em novo técnico, o Corinthians acertou com Fábio Carille, que escreveu uma bela página na história do clube alvinegro e, hoje, retorna para ser uma espécie de "salvador com crédito".

Sem contar com um elenco estelar, o Corinthians contratou o meia Ramiro, do Grêmio, e sonda a possibilidade de trazer Luan, do Atlético Mineiro, o que, sinceramente, não acredito que aconteça devido à identificação do menino maluquinho - como é tratado pela torcida - com o Galo.

Já no Santos, a palavra ousadia ganha força com a chegada de Jorge Sampaoli como novo comandante técnico.

Com a preocupação de manter as contas em ordem e sob um patamar aceitável, o presidente do Santos, José Carlos Peres, não é adepto a grandes extravagâncias, razão pela qual investirá em Renato para ser o novo responsável pelo futebol do clube, além de Elano, para chefiar a base santista.

Quanto a Sampaoli é uma incógnita de luxo, que precisará de um tempo maior que os habituais três meses para ser fritado pela torcida e parte da imprensa, que usará como referência os dois últimos trabalhos do argentino, que não foram um espetáculo a parte, no Sevilla, da Espanha, e na Seleção da Argentina, durante a Copa do Mundo, na Rússia.

Mudanças são necessárias.

Que haja, também, tempo e paciência para tanto.

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