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No final, lancei uma singela provocação, ao por em xeque a atuação do escrete canário diante do Peru, pela atual edição da Copa América, disputada em solo pátrio.
Em que pese o início nada convincente na competição sul-americana de seleções, com uma vitória de 3 a 0 contra a Bolívia e um empate sem gols diante da Venezuela, a Seleção Brasileira esteve longe de fazer uma boa exibição em campo.
No jogo de hoje, na Arena Corinthians, foi a Seleção peruana quem começou melhor e deu as cartas.
A reação brasileira aconteceu a partir dos 12 minutos, com o gol de Casemiro.
Jogadas individuais foram feitas, assim como tabelas, lançamentos em profundidade. Foram dados chutes de média e longa distância, houve agilidade, criatividade, o Rottweiler enfim mostrou ter sangue nos olhos e astúcia para "estraçalhar" a presa.
Chegar aos 5 a 0, que poderiam ser 6, se Gabriel Jesus não desperdiçasse o pênalti já no final da partida, foi algo absolutamente tranquilo, sob a batuta de Éverton Cebolinha - o melhor jogador em campo -, que fez um gol e deu outro para William.
É claro, sei que estamos em um grupo indiscutivelmente fraco, ao lado de Bolívia, Venezuela e Peru, e, por isso, não há o porquê de grande empolgação com a goleada de 5 a 0.
Mas, ao mesmo tempo, não podemos deixar de reconhecer que era justamente isso o que queríamos: uma partida bem jogada, com vontade de buscar o gol e não se acovardar em táticas defensivas ao extremo, com complexo de vira-lata.
Não sei ainda quem será o adversário do Brasil na próxima fase, mas ficarei muito satisfeito - assim como acredito que você também - se a mentalidade demonstrada hoje perdure até a final ou até onde chegarmos.
Queremos isso: assistir a um bom e agradável jogo de futebol, independente de placar.
O Rottweiler acordou e, ao que tudo indica, dispensou o poodle.
Ufa!

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